Monthly Archives: April 2011

Da série: filmes que andei assistindo #7

Trailer no título ;)

A Partida – Yojiro Takita

“Daigo Kobayashi é um jovem casado que acabou de ser dispensado da orquestra na qual tocava violoncelo. De repente, vagando pelas ruas sem emprego ou mesmo esperanças em relação à carreira, Daigo decide voltar para sua cidade natal na companhia da esposa. Lá, o único trabalho imediato que lhe aparece é como “nokanshi”, uma espécie de coveiro especial responsável pela cerimônia de lavagem e vestimenta dos mortos antes que suas almas caminhem para o outro mundo. Daigo comporta-se com seriedade, algo como um burocrata, um porteiro entre o céu e a terra. Ocorre que seu trabalho é simplesmente desprezado pela esposa de Daigo e por todos ao seu redor. Mas é através da morte que ele finalmente compreende o sentido da vida.”

Lindo, delicado, belo e emocionante. Chorei muito, muito mesmo…quase soluçando de tão lindo. Hahaha. O jeito como os japoneses se despedem das pessoas queridas é muito bonito e a história em si é ótima.

O fabuloso destino de Amelie Poulain – Jean-Pierre Jeunet

“Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.”

Sim, eu devo ser a última pessoa no planeta que assistiu esse filme AGORA. Sempre tive um pouco de preguiça de assistir, não me perguntem o porque. Sei lá, tem filmes melhoeres hahah (lá vem as amelinhas me xingar). Não que eu achei ruim, pelo contrário…achei super fofinho, gracinha bem o que a Hebe falaria. E eu gosto desses filminhos encantadores sim, ainda mais francês que sempre me dá vontade de fazer aula. E principalmente: deu vontade quebrar a casquinha do creme brûlée. hahahah.

Cópia Fiel – Abbas Kiarostami

“É a história do encontro entre um homem e uma mulher, numa aldeia italiana no Sul da Toscana. O homem é um escritor inglês que vem dar uma conferência; a mulher, uma galerista francesa. É uma história universal que poderia acontecer a qualquer um e em qualquer lugar.”

106 minutos de DR. Assim, nem eu tenho isso tudo…. hahahah. É um filme cansativo, mas bem interessante! Adoro a Juliette Binoche, essa linda! E adoro esse jeito que eles conversam… em inglês, francês e italiano. “Ma-Ma-Marie!” :)

Mister Lonely – Harmony Korine

“Um sósia de Michael Jackson é convidado por uma sósia de Marilyn Monroe, nas ruas de Paris, para integrar uma comunidade na Escócia composta apenas por outros sósias de celebridades famosas. Relutante e solitário, Michael Jackson acaba aceitando. Lá Michael se torna um bom amigo de James Dean, Madonna, Charles Chaplin, Elizabeth II, Abraham Lincoln, o Papa, Chapeuzinho Vermelho e… por aí vai.”

Que filme lindo! :) Sei lá, geralmente eu demoro pra absorver os filmes, e esse foi um deles. Aquele tipo de filme que você assiste, fica boquiaberta e sem fala e precisa digerir só pra falar: “pqp, que filme lindo!”. E é exatamente o que eu li: “soa como um vazio muito cheio.” suspirei e quero ver de novo. E a parte das freiras no céu….. uau.

The dark side of the Rainbow  – King Vidor, Mervyn LeRoy, Richard Thorpe, Victor Fleming

“Dark Side of the Rainbow é o nome dado ao efeito criado ao tocar o álbum conceitual do Pink Floyd The Dark Side of the Moon de 1973 simultaneamente com o filme de 1939 O Mágico de Oz. O efeito consiste no fato de que há diversos momentos em que uma obra corresponde a outra, seja por parte das letras das músicas ou pela sincronia áudio-visual. O nome do efeito vem da combinação do título do disco (The Dark Side of the Moon seria O Lado Sombrio da Lua, uma metáfora para ilustrar os conceitos de lado negativo da mente e da vida) e da icônica canção do filme Over the Rainbow (Além do Arco-Irís).”

Assisti esse filme, “Mister Lonely” e “Fred e Ginger” (que não coloquei na lista porque eu simplesmente dormi. Foi mal ae Fellini, eu tentei) na Virada Cultural, foi tipo o noitão Belas Artes (aii chorei) mas no Cinesesc. Esse filme lotou, tinha até fila lá fora… tudo pra ver se a lenda estava certa. O filme começou bem legal…e acho que as primeiras cenas se encaixam muito bem com o disco… por exemplo, a cena em que ela está dentro do tornado com a música “wright” é simplesmente maravilhoso! E quando ela entra no mundo do mágico de Oz (quando a cena pela 1a vez se torna colorida) e começa a tocar “money”. bem foda, vale assistir esse pedaço. É incrível a sintonia do filme com a música… eu assisto várias vezes e toda vez falo “pqp!!!! sensacional!”  Mas aí depois que começa a tocar novamente o disco…não acho que fica mais tão interessante… sem contar que não assisti a esse filme, né, e não tinha legenda…aí boiei um pouco. Quer dizer, qualé que era a da bruxa Baratuxa? hahaha.

Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera – Ki-duk Kim

“Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e de seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão, em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito.”

Confesso que achei que não ia aguentar esse filme, sabe aqueles poéticos, quase sem fala nenhuma? Então, esse é um deles. Mas além de ser um triste lindo, é encantador. Aquele tipo de silêncio que diz tudo. Simplesmente não consegui parar de assistir.

dos arquivos de celular: cotidiano

Vi isso em um blog e achei fofo :)

As pequenas coisas da minha vida em fotos de celular:


Do curry feito por mim e minhas amigas


Das lembranças

Do guarda roupa semi arrumado

Do restaurante aprovado (Maracujá, no Jardins. Logo mais no #gordasafada)


Da minha overdose de coração


Das minhas próprias flores de cerejeira

Das coisas que eu amo

Continua…

O dia que peguei no canudo

Há menos de 1 mês atrás, a moça da secretaria da PUC me ligou dizendo que minha colação ia ser dia 18/04. Claro que fiquei super feliz depois do rolo que deu quando minha coordenadora me mandou um e-mail dizendo que eu não tinha completado minhas horas complementares. Quer dizer, depois de trabalhar nos eventos de design, fazer estágio, cursos, ter ido pra Mostras de cinema, ter ido a galerias de artes e feito mais aulas que o normal, com certeza eu já tava xingando o mundo inteiro por isso. Mas aí ficou tudo certo e eu fiquei feliz.
Eu sei que nosso curso não aderiu a festa de formatura, mas mesmo assim eu tinha esperanças de algo bonito, até a moça da secretaria falar:
- Vai ser numa sala de aula….ou numa secretaria, não sei. Liga no dia pra saber.
Romantismo ZERO. Primeiro por conta dos lugares, segundo pelo ‘liga ae no dia que a gente te encaixa aí nem que for em cima do lixo’.

Aí chegou o dia. E aproveitei pra ir ao cabelereiro, não por causa disso, mas porque a minha franja já tinha atingido o ápice da não-franja (lê aqui sobre), e eu realmente tava precisando cortar. E fui num cabelereiro novo e tal… aí ele perguntou se eu tava de folga no trabalho:
- Não, é que hoje é a minha colação!
- JUUURA? Aiiiiiiii, parabééénss!! /insira palminhas com pulinhos de felicidade
- Obrigada!
- Que horas que ééé?!!
- 19hs.
- Queeee? Mas agora são 17hs, e tá super em cima!!! E o cabelo, você vai fazer um baby liss? Aiii faz faz faaaz! Vai ficar maravEEELHOSOOOAAAM! AAAAAAAH!!!
- hum.. não. é que vai ser na err…ahn…secretaria.
- Ah. E ae, vai cortar como a franja?

O legal foi rever a PUC, eu gosto dela..me sinto em casa, não por causa do cheirinho de maconha hahaha, mas tenho ótimas lembranças ali. :) Se pudesse, eu voltava pra faculdade (com todos os meus amigos, claro)…só pra ficar a toa ali. E rever os colegas e amigos também é ótimo, apesar de ver pelo menos 1x por semana meus amigos, é sempre bom ver com os colegas.

Aí o lugar não era na secretaria e nem na sala de aula, e sim na sala dos professores, hahaha…veja bem, já temos uma evolução(zinha). Vai umas 30 pessoas por vez, a gente faz juramento e a sra. coordenadora/professora chama cada um e dá um papel:
“Este é um comprovante de que você se formou. O diploma chega em até 90 dias úteis.” ….quer dizer, romantismo zero parte II. Se quer ser tão romântico, era mais fácil mandar por e-mail em arquivo .pdf pra gente imprimir.

Conclusão: não, eu ainda não peguei de vez o canudo, só os resquícios dele.


Teve nada disso não.

Sobre a experiência do TCC

Esse post tá meio atrasado, mas mesmo assim sempre vale a pena compartilhar a experiência, porque é praticamente inesquecível. Desde o primeiro ano da faculdade, os professores já te falam sobre o Tcc. É como se você entrasse no 1o colegial novamente, onde os professores não páram de assustar sobre o maldito vestibular.
Tenho alguns amigos passando por isso esse ano (tcc, não vestibular ahha), e alguns me pedem dicas, quero dizer…eles ME pedem dicas. Para MIM. Vou contar um pouco da minha experiência:
1o ano da faculdade: tcc? pouco me ligando pra isso. quero dormir até 12h, fazer meus primeiros amiguinhos e descobrir até onde vai esse tal de curso chamado Multimeios e hey! Por que eu tô tendo aula sobre a biografia do Schenberg? E essa aula de língua portuguesa, parece que tive essa mesma aula na 7a série. E fiz novos amigos e inimigos: Pasolini, Renoir, Godard, Truffaut, Vertov, Eisenstein, Herzog, Kurosawa, etc.
2o ano da faculdade: tcc? Não, acabei de arranjar meu primeiro estágio…. já tou com preguiça de viver.
3o ano da faculdade: Ok, pensei num tema. Design na China…bem amplo, pouca informação. Bodiei.

4o ano da faculdade: Aqui começa o desespero. Nas férias, até parece que me preocupei com alguma coisa. Aí quando chegou o primeiro dia de aula, o Renato veio falar de um projeto legal que a gente podia fazer, e eu topei. Mas na primeira aula de tcc, o professor veio falar: “então gente, ESSE ano eles não deixam fazer tcc em grupo. Tem que ser individual.” WHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAT? Em uma semana eu tinha que pensar numa bosta de um tema. E aí eu comecei a fazer sobre a tipografia em SP…sei lá, era algo assim. Só que aí eu comecei a pensar com mais calma, porque no desespero eu escolhi uma coisa que eu achava legal, mas que não gostava o suficiente pra ficar estudando sobre ele. E eu tava numa fase em que eu tava curtindo muito os trabalhos do Calma. E eu gosto bastante de graffiti, quer dizer, por que não, né? Aí beleza, mudei tudo e eu tinha um tema que eu gostava e que tinha a ver com meu curso.

Só coisa boa pra ler :)

E então chegou a hora de fazer as pesquisas e leituras e entregar alguma coisa provando que você realmente anda fazendo algo do seu tcc. Acontece que ao invés disso eu ia pro bar, restaurante e dormia, e quando chegava domingo a noite (as aulas de tcc eram de 2a-feira) eu me descabelava pensando “POR QUE NÃO FIZ ISSO ANTEEES?!” sim, eu sei que vc se identificou. hahaha

Aí acaba o primeiro semestre e no último fds do dia da entrega é que eu realmente fiz o pré-projeto, porque afinal…vale nota. E aí terminei o  semestre pensando: “olha, no 2o semestre vai ser diferente. vou escrever pelo menos 1 página por dia, vou ser diferente.” SONHA. Eu sonhei, até parece, eu sou vagal desde 1986 quando mamãe dava tapinha nas minhas costas depois de eu mamar pra arrotar e eu não fazia porque eu evitava a fadiga.

Então posso dizer, procrastinei até o último minuto…porque chegava todo domingo (que em 2010 virou dia do tcc) eu sentava e ficava olhando tudo menos o tcc, daí quando eu voltava pro projeto, eu escrevia umas 5 linhas, parava 1 hora e no final desistia. Faltando dois meses pra entrega final, as pessoas perguntavam como andava, e eu dizia: “ah, falta escrever umas 40 páginas!” umas se assustavam e diziam que eu tava fodida, outras diziam que tudo bem…eles também começaram a fazer nos últimos 2 meses. Acontece que, eu não fiz o meu nos últimos dois meses, eu escrevi 40 páginas em DUAS SEMANAS. Aí no desespero eu começava a teclar que nem uma louca, porque eu li razoavelmente vários outros trabalhos de conclusões e o livro do Calma; e surpreendentemente alguns livros ahahah. Sem contar que ainda tem que revisar, colocar legenda nas imagens e blá blá…um trabalho muito fdp de escroto, mas que quando vc vê o final dele, é lindo. Eu acho que escrevi 20 páginas em 5 dias ahhaha. Obviamente que foi nos  5 dias antes da entrega. Pena que não consegui tirar foto da monografia final, linda e maravilhosa.

O que eu digo finalmente é, se você se empenhar mesmo que faltem duas semanas, dá pra terminar sim (manjando muito bem do assunto, claro haha). É muito escroto falar isso, né… que pode deixar pras duas ultimas semanas, então, não façam como eu. Não precisa escrever todos os dias, mas reseve uns dias pra escrever. ahahaa, não pense como eu: “aahhhh mas ainda faltam 10 meses…; ahh mas ainda faltam 5 meses…; ahh, mas ainda faltam err…2 meses? PQP 2 SEMANAS? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!” ahhahaha.

Aliás, duas semanas.. 9,5 na monografia. Obrigada. /heh

Sobre as novas formas de amor

Eu nunca dei muita atenção ao amor. Não que eu nunca acreditasse, mas nos últimos anos…eu realmente parei de procurar.
Até que nos últimos tempos, ele vem me dando sinais. Em outros formatos de hum…aquisição.

O amor em forma de colar, da FARM.

O amor em forma de anel duplo da Virgin Again (sim, ótima fotografa de celular, obg)

E meu novo amor, que doeu pra caralh**… mais que minhas flores de cerejeira. Quem fez foi o querido e foda Chicão, do SP Ink.

Beijo pra quem ama de outros jeitos.